Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador História. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Eleições 2014
Henrique Laan (10), Julio Loss (14), Marcio Douglas (18), Nicholas Garcia (20), Pedro Henrique Nogueira (22), Thiago Tauyl (27), Vinicius Gamboa (30)
Trabalho História/Sociologia 2014 Grupo: Akira
Grupo:
Helio Marques
Nícolas Dutra
Gabriel Cavalli
Marcos Akira
Otávio Augusto
Tales Dias
Joshua Arantes
Daniel Carneiro
Caio Sorrentino
Eleições 2014
Grupo:
Arthur Pacífico (1)
Gabrielle Ferreira (7)
Giovanna Quessada (8)
Isabela Fonseca(11)
Tamires Ali (24)
Thainá Bonafé (25)
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Música na época da Ditadura
Numa época em que a liberdade de expressão é cerceada, nada mais criativo que expressar desejos e anseios através da música. A Ditadura Militar que o Brasil viveu, entre os anos de 1964 e 1985, fez com que músicas se tornassem hinos e verdadeiros gritos de liberdade aos cidadãos oprimidos e sem possibilidade de se expressar como desejavam. Através de letras complexas e cheias de metáforas, elas traduziam tudo o que sentiam.
Além disso, os festivais de MPB, promovidos pela TV Excelsior e, posteriormente, pela TV Tupi, auxiliaram na divulgação das canções tornando-as ainda mais populares. Essa lista pretende mostrar as músicas que criticavam o governo militar, contando um pouco da história de cada uma delas e seus significados ocultos, que passaram, muitas vezes, batidos pela censura. Como a música:Caminhando (Pra não dizer que falei das flores) é uma música de Geraldo Vandré, lançada em 1968. Vandré foi um dos primeiros artistas a ser perseguido e censurado pelo governo militar. A música foi a sensação do Festival de Música Brasileira da TV Record, se transformando em um hino para os cidadãos que lutavam pela abertura política. Através dela, Vandré chamava o público à revolta contra o regime ditatorial e ainda fazia fortes provocações ao exército.
domingo, 1 de junho de 2014
Ditadura Militar (1982-1985)
Acadêmicos da Vila Douglas: Caio Sorrentino (2), Gabriel Cavalli (5), Marcio Douglas(18), Otavio Augusto (21), Tales Dias (23) e Vanessa Mainardes (28)
Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.
Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.
Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.
sábado, 31 de maio de 2014
Ditadura Militar 1979-1982
1979- Figueiredo assume o poder e decreta a Lei da Anistia que concede o direito dos politicos, artistas e outros brasileiros exilados por crimes politicos voltarem. E logo mais tarde o governo aprova a lei que restabelece pluripartidarismo, que faz com que os partidos voltem a funcionar. O MDB vira PMDB e a Arena passa a ser PDS.
1980- Carta-bomba explode na sede da OAB e mata a secretária do presidente da Ordem, Lyda Monteiro. Desde janeiro diversas bombas explodiram ou foram encontradas no país.
![]() |
| Lyda Monteiro |
1981- Em 30 de Abril, véspera da comemoração do Dia do Trabalhador explode uma bomba durante um show no centro de convenções do Rio Centro.Atentado provavelmente executado por militares de linha dura, embora não tenha sido provado ate hoje.
1982- Brasil completa 18 anos sob o regime militar; eleições para governador onde o povo mostrou seu descontentamento e foram eleitos um grande número de candidatos da oposição em vários estados do Brasil.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
A influencia da Ditadura nos dias de hoje
Grupo: Paguzistas
A ditadura terminou há mais de 20 anos. Foi um período que marcou a historia brasileira e do mundo. A influencia que essa época teve nos dias de hoje é muito grande. Ela pode estar desde um congestionamento cotidiano ate a politica do pais.
É difícil citar os todos os aspectos positivos e negativos que foram deixados pela Ditadura Militar. Além de destruir muitas famílias que passaram ou ate mesmo passam a angustia do desaparecimento de parentes, esse período foi marcado pela pratica da tortura como estrategia. Um regime politico autoritário o qual a liberdade de expressão era proibida, felizmente, não permaneceu na politica de hoje. ''A única coisa positiva que a ditadura deixou para o país, foi aprender a valorizar a democracia e a rejeição às soluções de força'' diz o sociólogo Emir Sader. Nos dias atuais no cenário político brasileiro, vários comportamentos políticos foram herdados do regime militar. Um deles foi usado pelos governos petistas, que é transformar a critica a alguma ação governamental em critica ao pais, fazer a oposição ao governo virar oposição ao progresso do país. O regime militar usou e abusou deste artifício e a presidência Lula-Dilma repetiu esta fala reacionária.
Por mais difícil de acreditar, a ditadura também deixou algo importante para o Brasil.'' As obras de infraestrutura que criaram as condições para o grande crescimento econômico entre os anos 1968-1978 foram importantes. Para o bem ou para o mal, o governo tinha um projeto nacional, o que, atualmente, não temos. E não é de hoje, isso vem desde a última década do século 20'' afirma o historiador Marco Antonio Villa.
As obras teatrais, cinematográficas, a musica, etc, foram positivas por serem contra aquele regime, porém, não foram fruto da ditadura. Muitos intelectuais estavam lutando contra ela, e nesse processo, produziram obras importantes. Claro, que se houvesse democracia, poderia ter se produzido muito mais.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Participação dos EUA na ditadura
Grupo Plantação de Batata: Gabriel Toledo, Helio Marques, Letícia Aleixo, Pedro Nogueira, Nicolas Dutra, Thais Pilotto
Há muitas polemicas em torno do golpe de 64,mas sem duvida uma das piores é a participação dos EUA no fim da democracia naquele período.
O golpe não se consolidou por apoio apenas do exército,haviam civis que também eram a favor do golpe, e ajudaram para que os opositores do regime fossem perseguidos. Muitos desses civis e principalmente os militares, foram influenciados pela propaganda e influencia que os EUA exerceu sob o contexto da guerra fria, para manter hegemonia no continente americano.
Por um lado, os EUA tinham o argumento de que cuba era um ponto de influencia socialista nas Américas, e que a ajuda na formação de governos ditatoriais nas Américas era pra proteger a todos. Mas,vendo conversas do presidente com o embaixador americano, vemos que é tudo para manter os interesses econômicos dos EUA em manter os países dependentes,já que a maioria dos países na época tinham propostas de reformas de base,na qual diziam ser de cunho comunista, e também poderiam dar um grande avanço econômico aos países.
domingo, 25 de maio de 2014
PARTICIPAÇÃO POPULAR NA DITADURA
- No período da ditadura militar em 1964, a participação popular caracterizou-se como estratégia da oposição e expressou a reação da população no regime ditatorial existente naquele momento.Este período recente da história política brasileira, entre 1964 e 1984, como disse Chico Buarque, foi “uma página infeliz de nossa história”.4 Denominado de “os anos do terror”, o golpe militar inaugurou, em 31 de março de 1964. O período da Ditadura Militar - também conhecido como os anos de chumbo - colocou, por um lado, as lutas políticas na clandestinidade, e por outro, aprofundou a política da arbitrariedade, usurpou as liberdades, prendeu, torturou e matou centenas de militantes que se dedicavam à causa da defesa e da promoção dos direitos sociais, políticos e econômicos. Foi o período dos atos de exceção, quando o controle era exclusivo do Estado sobre a sociedade. Os direitos políticos foram suspensos. Em contrapartida, é desta época o surgimento de novos movimentos sociais na luta por melhores condições de vida.Trata-se de uma população excluída social, econômica e politicamente das decisões do Estado.Apesar do terror do Estado e da ausência de democracia, os movimentos sociais resistiram e continuaram as lutas por liberdade e por democracia.Vários movimentos e organizações surgiram na década de 1970, em atos de resistência ao terror do Estado, em defesa da redemocratização do País e de melhores condições de vida, como:*O movimento contra a alta do custo de vida, liderado especialmente pelas mulheres nas periferias, com o apoio das organizações eclesiais de base. *O movimento pela anistia dos presos e exilados políticos, a Comissão de Justiça e Paz da arquidiocese de São Paulo. *No final da década de 1970, o movimento dos trabalhadores por melhores salários e contra o desemprego, culminou com as grandes mobilizações do movimento sindical no ABC (região em volta da cidade de São Paulo formada pelas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano) o surgimento de lideranças dos trabalhadores. A saturação da política repressiva do Estado e da ditadura militar, por um lado, e a mobilização contra a ditadura e por liberdade política, de outro, provocou o chamado processo de abertura, que teve nas mobilizações pelas eleições diretas para presidente da república o seu marco político.A ditadura militar instituiu o processo de eleição indireta, por meio de um colégio eleitoral onde apenas os deputados e senadores podiam votar no candidato a presidente da república. A campanha por eleições diretas, conhecida como campanha pelas “Diretas Já” foi responsável pela mobilização de milhões de pessoas que foram para as ruas e praças manifestarem-se a favor da eleição direta para presidente da república. A campanha foi derrotada na votação histórica que manteve o colégio eleitoral, mas foi vitoriosa à medida que Tancredo Neves, em 1985, foi o último presidente eleito de forma indireta. O povo foi às ruas e resgatou seu direito a votar para presidente e representantes em todos os níveis.Sufocada pela polícia política, a população brasileira passou por um período que foi marcado pelo medo constante. Durante a ditadura, váriasmanifestações populares foram inibidas pela repressão e pela força.Apenas nos últimos anos do regime militar, no mandato de João Batista Figueiredo, os brasileiros voltaram a lutar pelos seus direitos de forma tímida. O movimento das Diretas Já foi a campanha que teve a maior participação popular desse período.
sábado, 24 de maio de 2014
Resenha Crítica Documentário Ditadura Militar
Neste
ano de 2014 completa-se 50 anos do Golpe Militar Brasileiro, e até hoje poucas
pessoas conhecem a história de nosso país e as que conhecem ainda sofrem com
esse temido assunto chamado Ditadura. Os jovens Paula Saccheta e Pleu Robes,
jornalista e fotografo respectivamente, fizeram um documentário, iniciado em
2012, com a proposta e a intenção de mostrar e interessar a sociedade sobre
esse doloroso período e também confortar as pessoas que, principalmente, tiveram
parentes desaparecidos, torturados, mortos e até mesmo a todos que sofrem com a
falta de informações, explicações e punições.
Como
um fato histórico que terminou há quase 30 anos atrás, pode influenciar dois
jovens a criar este documentário? Paula Saccheta, infelizmente não conheceu seu
avô por razões e consequências da ditadura. Não só por esse motivo, mas também pela
falta de conhecimentos da população brasileira sobre a Comissão Nacional da
Verdade, órgão que investiga os crimes cometidos na época do regime militar,
contra os direitos humanos.
O
documentário consiste em várias entrevistas de pessoas, em diversos lugares do
Brasil, que viveram o pesadelo da ditadura militar (1964-1985). As entrevistas
são interessantes e comoventes, porém um pouco remoto, repetitivo nas cenas e
na música. Seu objetivo é mostrar a realidade, e só buscando quem viveu tudo
isso de perto para alcançá-lo. O documentário apresenta muito bem a vida dos
perseguidores e perseguidos nessa temida época, pois conta os dois lados da
história. Ele mostra bem como esses agentes executavam suas tarefas e a opinião
deles em torno a tudo o que foi feito por suas próprias mãos, se eles concordavam
ou só cumpriam ordens e se muitas vezes acobertavam alguns casos dando as vítimas
protestantes como desaparecidas.
Este trabalho, chamado “Verdade
12528” recebe este nome em homenagem a lei que criou a Comissão Nacional da
Verdade. Para a realização deste, os produtores conseguiram financiamento em um
site, onde seus projetos expostos recebem doações. Foi lançado em uma mostra de
filmes internacional em São Paulo, e ganhou um prêmio na categoria revista.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Censura - Ditadura Militar Brasileira
Durante o regime militar, todas as formas de perseguição e repressão/opressão por parte do Estado foram intensificadas. Encaixa-se em tais características a censura, que é uma base de extrema importância para a ideologia de uma ditadura (quanto menos as pessoas soubessem, maior seria a ascensão dos militares).
Durante a ditadura ocorreu a “limitação” de informações por parte de meios de comunicação. Essa limitação atingiu a imprensa, de modo que foram impossibilitados de publicar esclarecimentos e noticias, assim procurando medidas alternativas. Além de censurar as torturas, muitas outras coisas também deixaram de serem veiculadas, a modo que fosse concebida pela população a imagem de estabilidade política e de uma nação próspera.
Contrariando a ideia de censura, artistas e músicos, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e outros, não se omitiram ao poder do Estado e continuaram a protestar através de suas obras, levando a que tivessem suas chamadas canções-protesto censuradas por contrariar os valores morais da época. Tem-se como exemplos as músicas Alegria e É proibido proibir de Caetano Veloso; Cálice e Apesar de você de Chico Buarque, que fazem menção a opressão sofrida pelo cidadão, abuso de poder, mas condições de educação e também direcionavam críticas diretas a determinados governantes.
A censura a todos esses tipos de manifestos foi uma ferramenta muito importante para a ditadura militar, tendo em vista que quanto mais limitada e mal informada fosse a população, maior seria ascensão dos militares.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
O Militarismo da Ditadura
Após o fracasso do Plano Trienal, da economia
e dos índices de inflação altíssimos, o governo de João Goulart (Jango) ficou
extremamente enfraquecido e sem apoio. Com isso, os movimentos sociais
começaram a fazer pressão, exigindo transformações substanciais na sociedade.
Os líderes estudantis da União Nacional dos Estudantes (UNE) entraram em cena,
clamando pelo fim da exclusão social e do analfabetismo.
Nesse contexto ocorreu uma rebelião de
sargentos em Brasília, que queriam o direito de se candidatar a cargos
eletivos. Essa rebelião foi vista pelo alto escalão das Forças Armadas como uma
severa ameaça à hierarquia militar. Num clima de tensão e enfraquecido
politicamente, Jango realizou na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro,
um grande comício no dia 13 de março. Diante de mais de duzentos mil
manifestantes, o presidente assinou decretos de grande impacto popular, como a
nacionalização das refinarias de petróleo privadas e a desapropriação de
terras, para a reforma agrária, situadas às margens de ferrovias e rodovias
federais.
No dia 19 de março, em resposta ao comício do
Rio, foi realizada em São Paulo a Marcha da Família com Deus pela
Liberdade. Na passeata, os manifestantes pediam a Deus e aos
militares que salvassem o Brasil do perigo comunista, presente na figura de
Jango. O desfecho para o Golpe ocorreu quando João Goulart apoiou a
manifestação dos marinheiros no Rio de Janeiro, em 30 de março. O apoio de
Jango foi o estopim para o Alto Comando das Forças Armadas acusar o presidente
de conivência com os atos de insubordinação que ameaçavam a hierarquia militar.
O golpe militar foi saudado por importantes
setores da sociedade brasileira. Grande parte do empresariado, da imprensa, dos
proprietários rurais, da Igreja Católica, vários governadores de estados
importantes e amplos setores de classe média pediram e estimularam a
intervenção militar, como forma de por fim à ameaça de esquerdização do governo
e de controlar a crise econômica. O golpe também foi recebido com alívio pelo
governo norte-americano, que acompanhou de perto a conspiração e o desenrolar
dos acontecimentos, principalmente através de seu embaixador no Brasil, Lincoln
Gordon, e do adido militar, Vernon Walters, e haviam decidido, através da secreta
“Operação Brother Sam”, dar apoio logístico aos militares golpistas, caso estes
enfrentassem uma longa resistência por parte das forças leais de Jango.
O golpe afastou Jango da presidência da
República, substituindo-o pelo comando militar do General Costa e Silva, do
Brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e do vice-almirante Augusto
Hamann. Esses militares iniciaram o processo de cassação dos mandatos
parlamentares, afastando da vida política as pessoas que não se adequassem ao
novo sistema político.
Os militares envolvidos no
golpe de 1964 justificaram sua ação afirmando que o objetivo era restaurar a
disciplina e a hierarquia nas Forças Armadas e deter a “ameaça comunista” que,
segundo eles, pairava sobre o Brasil. Uma ideia fundamental para os golpistas
era que a principal ameaça à ordem capitalista e à segurança do país não viria
de fora, através de uma guerra tradicional contra exércitos estrangeiros, mas
sim, viria de dentro do próprio país, através de brasileiros que atuariam como
“inimigos internos”. Esses “inimigos internos” procurariam implantar o
comunismo no país pela via revolucionária, através de “subversão” da ordem
existente. Essa visão de mundo estava na base da chamada “Doutrina de Segurança
Nacional” e das teorias de “guerra anti-subversiva” ensinadas nas escolas
superiores das Foras Amadas.
Os crimes
cometidos no período são tratados até hoje como um tabu nas Forças Armadas, que
não admitem o fato de que milhares de pessoas foram torturadas e algumas
centenas foram mortas por se opor ao regime militar. A ditadura modernizou a
economia e teve apoio popular nos seus primeiros anos, mas muitas pessoas só
aceitam a contragosto as evidências de que isso ocorreu.
1964, Os Militares Assumem
o Poder no Brasil - Testemunha da História:
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Censura durante a ditadura
Música
"Acorda, amor/Eu tive um pesadelo agora,/Sonhei que tinha gente lá fora,/Batendo no portão, que aflição!" Estes versos são da canção "Acorda, Amor", também conhecida como "Chame o Ladrão", de autoria de Chico Buarque de Hollanda, considerado um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira contemporânea. No entanto, quando gravados pela primeira vez, no LP "Sinal Fechado", de 1974, foram atribuídos a um desconhecido, chamado Julinho da Adelaide.
Na verdade, mais que um pseudônimo, Julinho da Adelaide foi um artifício de que Chico Buarque se utilizou para burlar a implacável censura que lhe impunha o governo militar do Brasil da época. A situação de Chico havia chegado a tal ponto, nos governo Médici, de 1969 a 1974, e Geisel, de 1974 a 1979, que os censores nem se davam ao trabalho de avaliar suas composições. Bastava que a autoria fosse dele para uma canção ser proibida de vir a público.
Por censura, entende-se o exame a que são submetidos trabalhos artísticos ou informativos, com base em critérios morais ou políticos, para avaliação sobre a conveniência de serem liberados para apresentação ao público em geral. A censura foi uma das armas de que o regime militar se valeu para calar seus opositores e impedir que qualquer tipo de mensagem contrária a seus interesses fosse amplamente divulgada.
Jornais
Logo após a deposição de João Goulart (PTB), pequenos jornais de esquerda ou ligados a Jango, como "Politika", "Folha da Semana" e "O Semanário" foram depredados. O mesmo aconteceu com um dos grandes jornais da época, o "Última Hora", por ser simpático ao presidente deposto. Já o "Correio da Manhã", por denunciar os excessos dos militares, teve sua proprietária presa, além da sede invadida e interditada.
Leis de censura prévia
O Decreto-Lei nº 1.077, de 21 de janeiro de 1970 instituiu a censura prévia, exercida de dois modos: ou uma equipe de censores instalava-se permanentemente na redação dos jornais e das revistas, para decidir o que poderia ou não ser publicado, ou os veículos eram obrigados a enviar antecipadamente o que pretendiam publicar para a Divisão de Censura do Departamento de Polícia Federal, em Brasília.
Televisão
Problemas sociais e econômicos também tinham restrita sua divulgação, de modo a evitar supostos estragos à imagem do país. Um exemplo bastante significativo foi a censura ao noticiário referente à epidemia de meningite que ocorreu no Brasil em 1974.
O teatro e a música popular também estavam na mira da Divisão de Censura. No entanto, por ter se tornado o veículo de comunicação de maior audiência durante as décadas de 1960 e 1970, a televisão sofreu censura, principalmente nas novelas, os programas com mais popularidade. Desde "Beto Rockfeller" (TV Tupi, 1968 - 1969), cujo personagem principal não se pautava pelo figurino moral da época, as novelas chamaram a atenção da ditadura.
Os capítulos tinham cenas cortadas e trechos alterados, e eram praticamente reescritos pelos censores, o que resultava, muitas vezes, na adulteração do sentido original que o autor tinha pretendido lhes dar. Foram vítimas da censura os principais autores de telenovela de então: Dias Gomes, Janete Clair, Ivani Ribeiro, Bráulio Pedroso, Jorge de Andrade, Lauro César Muniz, entre outros.
Resenha Crítica
Grupo Paguzistas (Carollina Arbex, Fernanda Magina, João Vitor Couto, Julia Freire, Luciana Muheison e Victótia Valdívia).
Mesmo após quase 30 anos do fim da Ditadura Militar no país caracterizado pela sua falta de memória, a jornalista Paula Sacchetta e o fotógrafo Peu Robles conseguem fazer com que esse assunto venha a tona e se torne, cada vez mais, atual e importante na vida de quem presenciou e das novas gerações, fruto desse período. Neste ano de 2014, 50 anos depois do golpe, o desafio do documentário "Verdade 12.528" é um só: conscientizar a todos sobre a importância da história do nosso país e, com isso, deixar explicito a herança dessa época que ainda afeta a sociedade brasileira dos dias de hoje.
A ideia dos diretores surgiu com o desconhecimento e a falta de interesses notória da sociedade acerca da Comissão da Verdade. É bom ressaltar que tal comissão tem como finalidade apurar graves violações dos Direitos Humanos ocorridas na ditadura. Porém, o documentário deixou a desejar as funções e ações de seus membros e assessores. Em contra partida, expõe as técnicas de tortura e experiências traumáticas de pessoas torturadas e o sofrimento das famílias destas. O nome, criativo e muito original, está relacionado à lei que criou a Comissão em 2011. O " Verdade 12528" aprofunda este tema tentando resgatar e reconstruir a memória de nosso povo, afirmando que nem o tempo deve ser capaz de apagar lembranças ensanguentadas dos longos anos de chumbo.
A ideia dos diretores surgiu com o desconhecimento e a falta de interesses notória da sociedade acerca da Comissão da Verdade. É bom ressaltar que tal comissão tem como finalidade apurar graves violações dos Direitos Humanos ocorridas na ditadura. Porém, o documentário deixou a desejar as funções e ações de seus membros e assessores. Em contra partida, expõe as técnicas de tortura e experiências traumáticas de pessoas torturadas e o sofrimento das famílias destas. O nome, criativo e muito original, está relacionado à lei que criou a Comissão em 2011. O " Verdade 12528" aprofunda este tema tentando resgatar e reconstruir a memória de nosso povo, afirmando que nem o tempo deve ser capaz de apagar lembranças ensanguentadas dos longos anos de chumbo.
O documentário foi lançado na 37a Mostra Internacional de São Paulo, em outubro de 2013, graças aos esforços dos diretores que conseguiram financiamento coletivo no site Catarse, no qual os projetos recebem cotas de apoio. Ganhou o 34º prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos na categoria revista. Tem duração de 55 minutos e foi realizado por João e Maria.doc. É um documentário educativo e recomendado como método de estudo nas escolas públicas e particulares.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
TORTURAS NO REGIME MILITAR
Grupo: Paguzistas (Carollina Arbex, Fernanda Magina, João Vitor Couto, Julia Freire, Luciana Muheison e Victória Valdívia).
Como todos nós sabemos, em 1964 é estabelecido um novo regime político no Brasil. Regime que transforma a vida da sociedade brasileira, que afeta os direitos civis e não aceita a oposição. Autoritário, militar, repressivo, violento, ensanguentado. Talvez essa seja a melhor maneira de caracterizar o período da ditadura no país.
Como todos nós sabemos, em 1964 é estabelecido um novo regime político no Brasil. Regime que transforma a vida da sociedade brasileira, que afeta os direitos civis e não aceita a oposição. Autoritário, militar, repressivo, violento, ensanguentado. Talvez essa seja a melhor maneira de caracterizar o período da ditadura no país.
As
torturas civis podem ser consideradas exemplos fundamentais para tentar exibir
todo o poder militar da época. Tal técnica tinha como objetivo extrair
informações, confissões de pessoas envolvidas em militância contra o governo.
Choques e pancadarias seria só o começo de tudo que ainda estava por vir. Em
1969, a situação se agrava. Com o aparecimento das guerrilhas a repressão se torna
mais forte e o número de torturados fica bem maior.
Cadeira
do dragão (utilizado para dar choques elétricos), pau-de-arara (amarrado pelas
mãos e pelos pés, a vítima apanhava, levava queimaduras, etc), cama cirúrgica
(esticado na cama, a vítima rompia seus nervos), afogamentos, geladeira (a
vítima era colocada em celas pequenas que alternavam a temperatura: ora muito
frio, ora muito calor), entre outros tratamentos de choque, tiveram como
consequência uma onda de suicídios no país. Era tanta violência distribuída
gratuitamente que prisioneiros e não prisioneiros, em meio a tamanho
sofrimento, optaram pela morte. O suicídio também foi usado como desculpa dos
militares para justificar o desaparecimento ou morte inesperada de inúmeras
pessoas. As torturas não tinham limites, não respeitavam sexo, idade, condições
financeiras e muito menos os direitos humanos de qualquer cidadão.
Apesar
de todo massacre, torturadores ainda não foram punidos por seus atos durante a
ditadura. E, para ajudar, o Congresso Nacional, em 1979, aprovou a lei da
Anistia que não condena tais indivíduos envolvidos em crimes políticos, sendo
assim, estão absolvidos pela justiça brasileira. Desse modo, as duas longas
décadas de chumbo se passaram e hoje pertencemos a um país democrático porém
sem memória. A luta de pessoas que almejam para que a justiça seja feita nos
dias de hoje, se torna cansativa e, por muitas vezes, vã. O silêncio também se
faz presente em meio a nossa sociedade que ainda sofre, afinal, o silêncio
também é tortura.
BIBLIOGRAFIA:
http://www.forl.org.br/pdf/seminarios/seminario_16.pdf
http://www.forl.org.br/pdf/seminarios/seminario_16.pdf
terça-feira, 13 de maio de 2014
Métodos de Tortura - Ditadura Militar Brasileira
Durante os “anos de chumbo” da ditadura a forma na qual os
militares brasileiros conseguiam suas informações de pessoas envolvidas com a
luta armada era por meio de torturas intensas ensinadas pela “assessoria
técnica” dos militares americanos. As sessões de tortura eram duradouras e
podiam durar de horas até dias. E isso acabou refletindo na morte de muitos
presos.
Existem mais de cem tipos de tortura que foram usados na
ditadura mas os mais conhecidos e temidos foram esses:
Pau-de-arara
É uma das mais antigas
formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da escravidão. Com
uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava
pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição
que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e
queimaduras com cigarros.
Cadeira do dragão
Nessa espécie de cadeira
elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a
terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco
transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na
cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques
Soro da verdade
O tal soro é o pentotal
sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e
reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas
que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso
na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga
pode até matar
Afogamentos
Os torturadores fechavam
as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da
boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a
cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua
nuca para baixo até o limite do afogamento
Geladeira
Os presos ficavam pelados
numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os
torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de
aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam
sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias, sem
água ou comida
sábado, 10 de maio de 2014
Ditadura Militar 1973-1976
1973: Em 1973, temos um momento marcante para a ditadura
militar, com o chamado Fim do milagre Brasileiro. O Milagre Brasileiro foi um período
de grandíssimo crescimento econômico, onde o PIB do Brasil crescia cerca de
10,8% ao ano. O fim dessa era deu-se por causa da crise do petróleo mundial,
que iniciou-se devido aos conflitos no Oriente Médio. Com o fim desse grande
impulso econômico, a insatisfação da população com a ditadura estendeu-se à
diferentes fatias da população, motivando assim, movimentos de resistência contra
os governantes militares.
1974: Nesse ano, com o fim do governo de Médici, assume o
seu sucessor, Geisel. As eleições indiretas feitas naquele ano, não passaram de
fachada, já que os militares eram ampla maioria no Congresso Nacional. Com uma
proposta de reconquista gradual da liberdade e de redemocratização, Geisel
inseria medidas cuidadosamente monitoradas pelo Executivo Federal. Entre essas
medidas, houve a redução parcial da censura prévia aos meios de comunicação. Na
verdade, acredita-se que essas medidas de Geisel eram uma preparativa para a
retirada das Forças Armadas do poder, já que houve um grande desgaste após os
primeiros 10 anos de ditadura.
A influência dos Estados Unidos na Ditadura Militar Brasileira
Grupo Paguzistas (Carol Arbex, Fernanda Magina, João Vitor Couto, Julia Freire, Luciana Muheison e Victória Valdívia)
A Ditadura Militar no Brasil pode ser definida como um período que o país passou a ser governado por militares, tendo como características a falta de democracia, supressão, censura, perseguição, repressão e tortura, aplicando só aos contra esse tipo de governo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA e a União Soviética queriam disputar cada nação sob influência deles, seus modelos de governar dominavam grande parte das nações do mundo. Com a Revolução de Cuba, em 1959, os EUA criaram uma preocupação de aparecerem outras 'Cubas', consequentemente apoiando governos ditatoriais pela América Latina. Em 1964, o Brasil instalou um golpe de estado, muitas pessoas foram contra, por outro lado muitas pessoas saudaram esse golpe militar, que também influenciou na intervenção dos EUA, que passou a dar apoio a logística dos militares. Eles utilizaram diversas estratégias para apoiar o regime político brasileiro, como para segurança e defesa, as quais foram decisivas para perpetuação do regime capitalista do Brasil. Podendo considerar 3 importantes: o programa Aliança para o Progresso, Plano Cáritas e a Operação Brother Sam. O programa Aliança para o Progresso ajudava a economicamente e socialmente aos países latino-americanos que durou desde 1961 e foi sustentado até 1970.Esse programa era para tentar fazer com que as necessidades básicas dos povos americanos fossem atendidas. Em 1961, também, houve a estratégia do Plano Cáritas, que buscava atenuar os efeitos da crise social que atingia quase todos os países da América Latina, distribuindo alimentos, medicamentos, entre outras coisas. Já em 1964, houve a Operação Brother Sam, a qual foi um conjunto de operações realizado pela CIA e pela Marinha Norte-americana, tendo o objetivo de apoiar os golpistas do regime de 64, responsáveis pela deposição do presidente brasileiro João Goulart. Por trás dessas estratégias dos EUA para ajudar o Brasil existe um outro motivo que era não deixar o socialismo tomar conta da América Latina como foi em Cuba, sendo o Brasil um dos principais focos dos Estados Unidos. Podendo-se perceber como foram esses longos vinte e um anos de ditadura brasileira, as intevenções americanas nesse regime e o plano de fundo utilizado para tal objetivo.
A Ditadura Militar no Brasil pode ser definida como um período que o país passou a ser governado por militares, tendo como características a falta de democracia, supressão, censura, perseguição, repressão e tortura, aplicando só aos contra esse tipo de governo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA e a União Soviética queriam disputar cada nação sob influência deles, seus modelos de governar dominavam grande parte das nações do mundo. Com a Revolução de Cuba, em 1959, os EUA criaram uma preocupação de aparecerem outras 'Cubas', consequentemente apoiando governos ditatoriais pela América Latina. Em 1964, o Brasil instalou um golpe de estado, muitas pessoas foram contra, por outro lado muitas pessoas saudaram esse golpe militar, que também influenciou na intervenção dos EUA, que passou a dar apoio a logística dos militares. Eles utilizaram diversas estratégias para apoiar o regime político brasileiro, como para segurança e defesa, as quais foram decisivas para perpetuação do regime capitalista do Brasil. Podendo considerar 3 importantes: o programa Aliança para o Progresso, Plano Cáritas e a Operação Brother Sam. O programa Aliança para o Progresso ajudava a economicamente e socialmente aos países latino-americanos que durou desde 1961 e foi sustentado até 1970.Esse programa era para tentar fazer com que as necessidades básicas dos povos americanos fossem atendidas. Em 1961, também, houve a estratégia do Plano Cáritas, que buscava atenuar os efeitos da crise social que atingia quase todos os países da América Latina, distribuindo alimentos, medicamentos, entre outras coisas. Já em 1964, houve a Operação Brother Sam, a qual foi um conjunto de operações realizado pela CIA e pela Marinha Norte-americana, tendo o objetivo de apoiar os golpistas do regime de 64, responsáveis pela deposição do presidente brasileiro João Goulart. Por trás dessas estratégias dos EUA para ajudar o Brasil existe um outro motivo que era não deixar o socialismo tomar conta da América Latina como foi em Cuba, sendo o Brasil um dos principais focos dos Estados Unidos. Podendo-se perceber como foram esses longos vinte e um anos de ditadura brasileira, as intevenções americanas nesse regime e o plano de fundo utilizado para tal objetivo.
Assinar:
Postagens (Atom)








